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Redemac promove Fórum de Cenário Econômico 2026 e reforça foco em gestão e união

A Redemac realizou, no dia 26 de fevereiro, o Fórum de Cenário Econômico 2026, primeiro grande encontro de capacitação do ano, reunindo associados para uma leitura estratégica do ambiente econômico e seus impactos diretos no varejo de materiais de construção.

Com 58 dias de gestão, o presidente Marco Aurelio Rocha abriu o evento marcando o tom da nova diretoria, baseado em proximidade, união e direcionamento claro. Em sua fala, afirmou que consolidar a força da rede, potencializar o poder de negociação e entregar mais ferramentas de eficiência aos associados são prioridades inegociáveis. “Nada substitui a presença”, destacou, lembrando que relacionamento segue sendo ativo estratégico.

Cenário econômico: desaceleração, juros altos e cautela

A economista Dra. Giovana Menegotto apresentou as Perspectivas Econômicas 2026 organizadas em três eixos — cenário internacional, cenário nacional e reflexões setoriais.

No ambiente externo, a expectativa de crescimento global gira em torno de 3,3%, ainda em um contexto marcado por reorganização das cadeias produtivas, maior protecionismo e incertezas geopolíticas. Como contraponto, a perda de força do dólar abre alguma janela de oportunidade para países emergentes.

No cenário interno, a palavra-chave é moderação. O PIB brasileiro deve desacelerar gradualmente (projeção de 2,3% em 2025 e 1,8% em 2026), em um contexto de juros ainda elevados, o que encarece o crédito e reduz o ritmo de consumo e investimento. A Selic permanece em patamar alto, com expectativa de início de queda a partir de março de 2026, projetada em torno de 12% no próximo ano, com foco em levar a inflação à meta de 3%.

O mercado de trabalho segue aquecido, mas já apresenta sinais de acomodação. O crédito, por sua vez, deve continuar restrito, já que, mesmo com possível redução da taxa básica, o alto comprometimento da renda das famílias e a inadimplência tendem a limitar sua expansão.

No recorte setorial, o varejo de materiais de construção enfrenta um ambiente desafiador. Em 2025, o setor apresentou retração leve no Brasil (-0,2%) e mais intensa no Rio Grande do Sul (-3,2%), após um 2024 positivo. Para 2026, o cenário é de acomodação e exige diagnóstico preciso do negócio, disciplina na gestão de custos e atenção redobrada à concorrência.

Venda a prazo, cultura de crédito e protagonismo

Encerrando o Fórum, o especialista em vendas e marketing Xavier Fritsch trouxe uma abordagem prática e orientada a resultado, defendendo a lógica de vender mais, vendendo melhor — e, principalmente, vendendo a prazo com estratégia. Nesse contexto, destacou o potencial do PilaCred como ferramenta estruturante para impulsionar resultados e fortalecer a competitividade dos associados.

Segundo ele, o varejo de construção passa por uma transformação silenciosa. Transparência digital, guerra de preços, uso de dados, vendas consultivas e relacionamento estruturado tornaram-se fatores críticos de competitividade. O cliente já começa pelo celular — e quem não estiver visível simplesmente não entra no jogo.

Entre as principais ameaças apontadas estão a zona de conforto, a postura passiva de “esperar ser procurado” e o foco excessivo no valor total, com pouco uso do prazo como alavanca de atração e margem.

Quando estruturada como cultura, e não apenas como tática, a venda a prazo pode gerar ganhos imediatos, como aumento de fluxo, tickets mais altos e melhora da percepção de facilidade de compra. Nesse sentido, soluções próprias da rede, como o PilaCred, ganham relevância ao oferecer condições mais competitivas, agilidade e maior autonomia comercial ao lojista. Isso exige mudança de modelo mental, começando pela liderança.

Outro ponto central foi a valorização da equipe. Campanhas internas, meritocracia, microaprendizado e uso de tecnologia para monitoramento e motivação aparecem como diferenciais competitivos. Em um mercado com escassez de mão de obra, ser “empresa escola” deixa de ser discurso e passa a ser estratégia.

Direcionamento para 2026

O Fórum deixou aos associados uma mensagem objetiva: 2026 será um ano de desafios, mas também de oportunidades para quem estiver preparado. O ambiente macroeconômico exige prudência financeira, gestão rigorosa de crédito e eficiência operacional. Ao mesmo tempo, reforça a importância de protagonismo comercial, inovação em vendas e fortalecimento da cultura interna.

União de rede, inteligência de mercado e execução disciplinada serão os pilares para atravessar um cenário de desaceleração com competitividade e sustentabilidade.

Seguimos juntos, com visão estratégica, disciplina na execução e foco consistente em resultados.

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